sexta-feira, 28 de abril de 2017

A Globo mentiu (pra variar), e escondeu que golpe destruiu o mercado de trabalho no Brasil

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A conjunção de uma operação irresponsável e golpista, como a Lava Jato, um impeachment criminoso, articulado por bandidos, e a constituição de um governo que despreza profundamente os interesses mais vitais da população (renda, segurança alimentar, saúde, emprego), destruiu o mercado de trabalho no Brasil.


Isso sem falar na Carne Fraca, outra operação irresponsável da Polícia Federal, que destruiu imediatamente milhares de postos de trabalho.





Segundo o IBGE, o desemprego atingiu um recorde de muitos anos: 13,7%.

O percentual de pessoas trabalhando, em relação à população economicamente ativa, é de apenas 53%, o mais baixo em muitos anos.


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O gráfico abaixo, da Folha, mostra que a explosão do desemprego coincide com a Lava Jato e as articulações para o impeachment.


É preciso lembrar, ainda, o crime jornalístico cometido pelo Jornal O Globo, que há um mês, mentia ao Brasil, dizendo que o país voltara a gerar empregos.

Ao mentir tanto, a Globo engana a sociedade, que com isso não se mobiliza suficientemente para adotar políticas públicas voltadas para a recuperação econômica.

A Globo mente também ao não dizer à sociedade que as causas do desemprego foram o golpe que ela mesmo apoiou, e a Lava Jato, operação que destruiu os setores mais estratégicos da economia brasileira.

Dilma encerrou o seu primeiro mandato, com a menor taxa de desemprego da história do país.

URGENTE! Ministro Gilmar Mendes manda soltar Eike Batista.

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, acatou, na noite de hoje, o pedido da defesa de Eike Batista e determinou que o empresário seja colocado em liberdade. Os advogados de Eike, que está preso preventivamente desde janeiro, alegam que não há justificativa legal para que ele seja mantido em prisão preventiva.


Em sua decisão, Mendes afirmou que "o perigo que a liberdade do paciente representa à ordem pública ou à instrução criminal pode ser mitigado por medidas cautelares menos gravosas do que a prisão".



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O mundo inteiro repercute a greve geral que a Globo tenta esconder


A greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista ganhou destaque em muitos dos principais veículos da mídia internacional. Os jornais, El País, Clarín, BBC, The Wall Street Journal e Deusth Welle destacaram a paralisação em suas páginas na internet.



Para o espanhol El País, a greve geral convocada pelas centrais sindicais e movimentos populares representa um desafio para o governo Michel Temer. "Os sindicatos decidiram desafiar (o presidente Michel Temer) nas ruas e nesta sexta-feira o submetem a uma prova de fogo com a convocação de uma greve geral que encontrou apoio inesperado além das tradicionais alas da esquerda", diz o texto do jornal. Para o veículo, a paralisação pode ser vista como "um exame decisivo que pode marcar o futuro do presidente".


O argentino El Clarín observa que esta é a "primeira greve geral no Brasil em 21 anos". O periódico também relatou a ocorrência de confrontos em diversos locais, como o registrado nas imediações do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando manifestantes entraram em conflito com policiais militares.

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Segundo a britânica BBC, a greve resultou em uma série de paralisações parciais e ressalta que "milhões de trabalhadores, incluindo os funcionários do transporte público, de bancos e professores foram convocados a paralisarem suas atividades por sindicatos e grupos sociais".

"Em São Paulo - maior cidade do país - a maioria dos ônibus e das linhas de trem e metrô não estão operando. Poucas pessoas estão nas ruas e a sensação é que de hoje é feriado", disse a BBC.

Empresários que financiaram impeachment Dilma comemoram o corte de salários e direitos


A aprovação da lei da terceirização uniu as seis principais centrais sindicais do País que, juntas, preparam manifestações e uma greve geral contra a medida. 



Em oposição, entidades patronais receberam com entusiasmo o resultado da votação, defendendo que a medida trará segurança jurídica para empresas e para os trabalhadores, além de incentivar a criação de postos de trabalho.



À favor

O discurso das entidades patronais é diametralmente oposto. “O trabalho terceirizado é uma realidade no País”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf. 


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“Dá mais segurança para ambos os lados e destrava qualquer inibição de investir.” Para Skaf, as alegações de que a terceirização levaria a uma precarização dos direitos do trabalhador não fazem sentido e uma versão mais branda da lei criaria distorções.

Continua a mamata! Temer vai nomear amigos de deputados que votaram a favor de reformas

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Um dos principais medos do governo era de que a pressão social acusada por protestos generalizados pudesse aumentar as defecções na base aliada para a votação da reforma da Previdência.



Com o número menor de manifestantes nas ruas, Temer vai imprimir o discurso a parlamentares de que não há argumento contrário às mudanças na aposentadoria capaz de gerar uma grande mobilização.


A partir da terça-feira (2), o governo dará início às exonerações para punir deputados da base que votaram contra a reforma trabalhista na Câmara, na quarta-feira (26).

As demissões de apadrinhados de parlamentares todos como infiéis começarão a ser publicadas no Diário Oficial da União.

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Nos postos desocupados, o Planalto vai nomear apadrinhados de deputados que votaram com o governo, mas ainda não tinham espaço no segundo e terceiro escalões.

Além do critério partidário, o governo levará em conta para as nomeações as bancadas estaduais.

Doria, que chama trabalhador de ‘vagabundo’, foi trabalhar de helicóptero




Prefeito de São Paulo, que chamou de "vagabundos" e "preguiçosos" os trabalhadores que acordam às 5h, mas decidem lutar por seus direitos retirados em reformas do governo Temer, disse mais cedo que chegaria para trabalhar sem problemas porque os manifestantes "acordam tarde"; no entanto, o motivo foi outro: ele chegou de helicóptero, enquanto obrigou os servidores da Prefeitura a irem mesmo com a cidade sem ônibus, trens e metrô



Globo está surpresa e com raiva da adesão a Greve Geral


Do Poder360, a ótima análise sobre o início do dia da greve, feita pelo jornalista Luís Costa Pinto. Só acrescento o ar contrito e “chocado” das apresentadoras da Globonews, agora de manhã.


A 6ª feira (28.abr.2017) amanheceu sob a pressão do compromisso de se transformar numa data histórica. As primeiras informações do dia parecem confirmar o que dela se esperava:



Há intensa movimentação de tropas militares na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Isso: tropas militares, num aparato evidentemente exagerado de reação a uma greve geral.

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Exibir a força bruta para coibir a pretensão de atos de protesto –que são democraticamente legítimos desde que se conservem reivindicatórios e não descambem para o depredatório– sempre foi recurso de governos fracos suportados por esquemas militares áulicos.

O raiar do dia trouxe notícia de barricadas em rodovias nas periferias de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e alguns confrontos.

Apostar na tática de jogar a população contra grevistas que param por uma causa justa e motivados por uma pauta reivindicatória clara –e no caso dessa greve geral convocada para hoje há causa justa e pauta clara– é jogo arriscado: sempre poderá haver um momento em que falanges do lado repressor passem para o lado paredista, desmoralizando a repressão. Há chances reais de isso ocorrer, porque se conseguiu explicar o caráter reivindicatório de direitos do movimento paredista.


O bloqueio evidente do noticiário sobre a greve, em suas vésperas, na maior emissora de TV aberta, a Globo, produziu desde as primeiras horas do dia um fato patético: os telejornais do começo da manhã dessa mesma emissora tiveram de cobrir a paralisação como se houvesse uma surpresa no ar. Não era: a greve geral era já então notícia velha e a estratégia de escondê-la, velhacaria.

Tentar conter notícias contrárias à orientação da direção de veículos de comunicação é erro velho na História dos meios de comunicação conservadores do Brasil. Isso sempre se converteu em vitória dos fatos sobre os arautos do conservadorismo. A crise paradigmática do comício das “Diretas Já” no Vale do Anhangabaú em São Paulo, em 1984, escondido pela mesma Globo para servir à ditadura militar que se esvaía então, parecia ter sido lição histórica. Não foi, e o erro se repete no caso dessa greve geral.

Se nos anos 1980 o escritor Ignácio de Loyola Brandão consolidava-se como escritor libertário com a obra libertária O Verde Violentou o Muro, há que se constatar que a notícia se impôs e isso levou a Globo e veículos de mídia tradicional como os jornais O Globo e O Estado de São Paulo, que tentaram esconder a greve de seus telespectadores e leitores, a aprender que os fatos se impõem ante que tenta violenta-los.

É cedo ainda para fazer um balanço do dia que só começa, mas a greve geral desse 28 de abril de 2017 parece já se ter convertido numa data singular no calendário político brasileiro: o dia em que o Brasil parou para pensar. É evidente que se descobrirá uma nação órfã de projeto político, com instituições carentes de legitimidade para encarar os gigantescos desafios necessários à modernização do Estado a fim de prepará-lo para o mundo contemporâneo. Não se executa uma missão dessa sem debate, sem ouvir a sociedade.


Greves são armas dos movimentos sociais para que se façam ouvir pelo sistema quando os canais tradicionais se revelam interrompidos. Até o fim dessa 6ª feira (27.abr) será possível saber se os gritos sem impuseram, ou não. O que há nessa alvorada é muita tensão e muita pretensão.