domingo, 22 de janeiro de 2017

Temer recebe Gilmar Mendes em jantar no Palácio do Jaburu na calada deste domingo

temer mendes

O presidente Michel Temer recebeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, para um jantar na noite deste domingo (22) no Palácio do Jaburu.


O encontro entre Gilmar e Temer não constava na agenda oficial da Presidência, que segundo a assessoria de imprensa do Planalto, só traz compromissos públicos de Temer, o que não seria o caso dessa visita.


De acordo com a assessoria do ministro, Gilmar teve uma “conversa de rotina” com Temer. O convite para o jantar partiu do próprio presidente, conforme o Broadcast Político apurou.
Gilmar é responsável por definir a pauta de julgamento do TSE e será um dos sete integrantes da Corte Eleitoral que votará neste ano no processo que pode levar à cassação da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

No início deste mês, o ministro disse que tem “relações de companheirismo e diálogo” com Temer há mais de 30 anos.

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STF estava preparado para soltar Eduardo Cunha

cunhahabeas

HABEAS CORPUS DE EDUARDO CUNHA


Poder 360 - O que mais tem sido mencionado no noticiário pós-morte de Teori Zavascki são as delações de 77 pessoas ligadas à empreiteira Odebrecht. Essa é a parte mais saliente e visível dos assuntos tratados pelo então relator da Lava Jato.

Mas as delações estão encaminhadas. O que seria mais relevante no curto prazo é como Teori se posicionaria a respeito da concessão ou não de 1 habeas corpus para o ex-deputado Eduardo Cunha.


Detido em Curitiba (PR) desde 19 de outubro de 2016, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha apresentou 1 pedido de habeas corpus ao STF quase em seguida à sua prisão.

O requerimento de Cunha para ter revogada a detenção era para ter sido analisado em 13 de dezembro pela 2ª Turma do Supremo, composta então pelos ministros Teori Zavascki, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. À época, Teori ficou com receio de restringir decisão tão relevante apenas a 5 juízes. O assunto foi adiado.

Teori pediu que o habeas corpus fosse para o plenário do STF. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, marcou a análise para uma das primeiras sessões do Tribunal, em 8 de fevereiro.

Como se sabe, tudo agora está parado. É necessário que seja nomeado 1 relator da Lava Jato –que assumirá, inclusive esse processo do pedido de habeas corpus de Eduardo Cunha– para que o caso siga adiante.

O Poder360 sabe que estava se formando, ao poucos, uma maioria dentro do STF para colocar o que alguns ministros chamam de “freio” na força-tarefa de Curitiba.

“Por que exatamente Eduardo Cunha está preso? Ele não foi condenado. Tem residência fixa. Não tem mais como destruir provas. Pode ficar proibido de sair do país. Ele é culpado de muita coisa que lhe é imputada? Possivelmente, sim. Ocorre que no Código Penal brasileiro não existe essa possibilidade de deixar pessoas presas indefinidamente sem condenação e que não representam perigo para a sociedade nem para a continuidade do processo”, diz 1 ministro do STF.

Essa tese garantista é o sonho de consumo de dezenas de pessoas citadas ou já investigadas pela Lava Jato. Contrasta frontalmente com o que pensa o juiz Sérgio Moro.

Teori Zavascki, que em 2015 já havia liberado da cadeia o banqueiro André Esteves, caminhava nessa direção do garantismo também para outros presos da Lava Jato.

A eventual liberação de Eduardo Cunha seria 1 marco relevantíssimo nas investigações. Seria também 1 grande alívio para o Palácio do Planalto, que vive atormentado com a eventual delação premiada do ex-presidente da Câmara, que foi ligadíssimo a Michel Temer e ao núcleo de poder do PMDB nos últimos anos.

Agora, tudo mudou. O STF tem se mostrado muito sensível à opinião pública. Como os 10 ministros poderão, pós-morte de Teori, liberar da cadeia aquele que ocupa o papel de malvado favorito no imaginário do brasileiro?

Uma coisa era o juiz com fama de austero, Teori Zavascki, defender a tese garantista e liberar Eduardo Cunha do jugo de Sérgio Moro. Outra bem diferente é o STF, sem Teori, tomar essa decisão –e corroborar a tese abraçada pelas teorias conspiratórias da última semana: “mataram o juiz para acabar com a Lava Jato”.

No atual cenário, o STF se sentirá coagido a atuar como “mulher de César”, aquela a quem não basta ser honesta, mas tem de parecer honesta.

Tudo considerado, é apenas uma miragem que se evanesce a interpretação de que a morte de Teori Zavascki ajuda a controlar a Lava Jato.


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Roqueiro divulga endereço do filho de Teori Zavascki para 'protesto'

lobão endereço filho Teori Zavascki

Pragmatismo - Após o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinar na noite desta terça-feira (22) que o juiz federal Sérgio Moro envie para o STF as investigações da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um grupo de manifestantes deixou uma faixa em frente ao prédio onde vive o ministro em Porto Alegre.


“Deixa o Moro trabalhar”, dizia a faixa criticando a decisão de Zavascki e, ao mesmo tempo, apoiando o trabalho do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, onde são conduzidas as investigações da Operação Lava Jato. A mensagem foi retirada do local durante a manhã desta quarta-feira (23).



Mais cedo, o roqueiro Lobão divulgou em sua conta do Twitter, que contém milhares de seguidores, o endereço do filho de Teori Zavascki com o intuito de que se realizem protestos para constranger a família do ministro do STF.

Outros grupos de oposição também incitaram o ódio contra Zavascki. Alguns internautas repudiaram a prática: “É preciso classificá-los como fascistas, pois os métodos são exatamente os mesmos das milícias nazis da Alemanha”, publicou um usuário.

Veja abaixo o post de Lobão:



A decisão de Teori Zavascki
Na decisão, Zavascki diz que compete somente ao STF avaliar como deve ser feita a divisão de investigações quando há indícios de envolvimento de autoridades com foro privilegiado, como Dilma e ministros.

Quanto aos áudios, o ministro diz que a lei proíbe “expressamente a divulgação de qualquer conversação interceptada” e determina a “inutilização das gravações que não interessem à investigação criminal”.

“Não há como conceber, portanto, a divulgação pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que sequer têm relação com o objeto da investigação criminal. Contra essa ordenação expressa, que – repita-se, tem fundamento de validade constitucional – é descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade”, escreveu o ministro.

No mesmo despacho, Zavascki decretou novamente o sigilo sobre as interceptações. No prazo de dez dias, Moro deverá prestar informações ao STF sobre a retirada do segredo de Justiça das investigações.

Ao decretar novamente o sigilo sobre as gravações, Zavascki diz que, apesar de já terem se tornado públicas, é preciso “evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação, seja no que diz respeito ao comprometimento da validade da prova colhida, seja até mesmo quanto a eventuais consequências no plano da responsabilidade civil, disciplinar ou criminal”.

“Mataram o Teori por causa da Lava-Jato”, afirma Kajuru

No enterro de Teori, o retrato do que o governo Temer vem fazendo com o Brasil


Por Luis Edmundo Araujo, colunista do Cafezinho


Da esquerda para a direita, a foto acima, da primeira página do Globo, mostra os ministros Osmar Terra (Desenvolvimento Agrário) e Alexandre de Moraes (Justiça), o presidente Michel Temer, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e os também ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e José Serra (Relações Exteriores). Todos são do PMDB a não ser Serra, do PSDB, e atrás deles, entre outros, estão o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). Todos estão muito tristes, com as fisionomias fechadas do silêncio respeitoso pela morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki. Quase todos, também, são partícipes mais ou menos ativos do golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff para alçá-los ao poder. Desde então a crise econômica só aumentou, o desemprego explodiu e o País se viu às voltas com os mais diversos tipos de tragédias, culminando com a barbárie nos presídios e, agora, com essa queda carregada de suspeitas do avião onde viajava o responsável pela Lava Jato no STF. Pululam pelo Brasil afora as teorias conspiratórias e a imprensa, como lembra a ombudsman da Folha de São Paulo, Paula Cesarino Costa, põe à prova “sua capacidade de reagir a boatos com informações checadas e transparentes”. E, como reconhece a própria Paula, já começa perdendo.


“Contra os mexericos” é o título da coluna da ombudsman da Folha, que começa dizendo que “as teorias conspiratórias se propagam onde há grande tensão – política, social ou emocional – e muita opacidade”, e que “elas se alimentam do incompreendido, do inexplorado, do não revelado”. Entre os muitos mistérios a serem desvendados, Paula Cesarino Costa cita como primeira derrapada de seu próprio jornal a preocupação com as razões para que duas das vítimas estivessem a bordo do avião que caiu quase chegando a Paraty, no litoral Sul do estado do Rio de Janeiro.

No Diário do Centro do Mundo (DCM), Nathali Macedo informa logo no título de seu texto que “morta no avião que levava Teori, Maíra Panas agora é linchada nas redes”. “Resolvem agora especular que Maíra era garota de programa, e não massoterapeuta de Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, que a convidou para um passeio”, conta Nathali, para em seguida perguntar se “vivemos no país em que garotas de programa levam suas mães para o batente?”

“Maíra morreu. Sua mãe, que também estava a bordo, morreu. O ministro Teori Zavascki morreu, e tudo o que as pessoas querem saber (…) é por que uma mulher solteira aceitou o convite de um de seus clientes para ir a Paraty em um avião particular”, afirma Nathali enquanto Paula Cesarino reconhece que a massoterapeuta e a mãe dela “foram vítimas de comentários indelicados, muitas vezes cifrados”, e que “a Folha derrapou no tema”.

A ombudsman concorda com a reclamação de um leitor “de que, ‘no afã de dar um furo de reportagem’, o jornal se prestou ao papel de divulgar conjecturas misóginas. Descreveu fotos postadas em rede social por uma das vítimas com olhar machista, que salientava os cabelos pintados de vermelho, tatuagens e a prática de dança do ventre”. Segundo Paula, “a situação foi descontextualizada e alimentou percepções que podem ser injustas e equivocadas”. “É o tipo de escorregão que não cabe em um jornal de qualidade”, conclui ela.

Nathali Macedo vai além e afirma que “em um país que se preocupa mais em condenar mulheres – mesmo quando elas já estão mortas – do que em impedir que presidentes golpistas sejam politicamente beneficiados por acidentes aéreos macabros (…) não é relevante saber que Maíra batia na janela do avião, tentando, em vão, salvar a própria vida”. As fotos do enterro de Zavascki mostram os mesmos homens brancos, quase todos velhos, da posse de Temer, e a jornalista do DCM ressalta que “sofremos um golpe, congelaram gastos por vinte anos, um ministro do STF morreu misteriosamente, mas temos dois minutinhos na internet pra xingar de puta essa mulher que cometeu o disparate de viajar com um homem em seu avião particular, só pra não perder o hábito”.

“Ajuda a relaxar”, conclui Nathali, irônica, no mesmo DCM em que Kiko Nogueira, diante de uma das diversas variações da escalação da foto acima, diz no título que “a gangue de Temer ao lado do caixão de Teori e o sorriso de Serra resumem a tragédia brasileira”. Para embasar sua tese, Nogueira fala que “Serra, citado na Lava Jato como destinatário de 23 milhões de reais que teriam sido pagos por meio de caixa dois em contas no exterior, tenta influenciar a escolha do novo ministro do STF”. Diz ainda que “Temer aparece mais de 40 vezes em delação da Odebrecht” e arremata com o que todos sabem, que “recai sobre a turma de Michel uma suspeição” porque, “independentemente se houve ou não a mão deles, são os grandes beneficiados”.

Dos três maiores jornais, a Folha é a que mais coloca o presidente na berlinda, na manchete em que “morte de Teori atrasa delações e investigação sobre Temer”. Na capa do jornal paulista o presidente aparece à frente, com a mão sobre o caixão do ministro do STF. No subtítulo, Temer “diz que só indicará substituto depois que o STF definir novo relator para Lava Jato”, o que combina com a manchete bem mais neutra do Estado de São Paulo, na qual o “relator da Lava Jato será escolhido entre os atuais ministros”.

O Globo diz na primeira página que “Cármen Lúcia avalia homologar delações da Odebrecht”, se aproveitando do regimento do Supremo que “prevê que a presidente da Corte assuma questões urgentes no período de recesso, que termina em 31 de janeiro” . Cármen Lúcia, a propósito, se recusou a ser fotografada ao lado de Temer no velório de Zavascki, o que só aumenta a quantidade de especulações, rumores e teorias sobre o que aconteceu com o avião onde viajava Teori e o que acontecerá com o processo da Lava Jato no STF.

O Estadão afirma no subtítulo de sua manchete que o substituto do ministro falecido ” deverá sair da 2a Turma”, formada hoje por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Celso de Mello. No Globo. Merval Pereira concorda no texto em que, na chamada de capa, avisa que “consulta definirá critério de escolha do relator”. “O sorteio entre os remanescentes da 2ª Turma parece ser o caminho natural”, afirma Merval, antes de concluir que “escolher alguém para mudar de turma e se tornar o relator pode significar desconfiança sobre esses quatro, e também sobre o escolhido”.

Elio Gaspari, por sua vez, defende que “Temer deveria criar grupo para apurar morte de Teori.” “Nada a ver com teoria da conspiração, trata-se de dúvida mesmo”, diz o jornalista, afirmando que “a linha que separa esses dois sentimentos é tênue, e a melhor maneira para se lidar com o problema é a investigação radical”. Gaspari lembra do assassinato do então presidente norte-americano John Kennedy, em 1963, que “foi investigado por uma comissão presidencial de sete notáveis”.

“Até hoje, metade dos americanos não acredita” na conclusão da tese do relatório sobre o crime. de que Lee Oswald agiu sozinho, ressalta o jornalista, que afirma em seguida que “mesmo assim, rebatê-la exige esforço e conhecimento”. No mais recente caso brasileiro, Gaspari diz que “desde o momento em que o avião caiu n’água, ocorreu pelo menos o desnecessário episódio da demora na identificação dos passageiros”, e que “pelos seus antecedentes e pelas circunstâncias, a tragédia de Paraty ficará como um dos grandes mistérios na galeria de mortes suspeitas da política brasileira”.

E para aumentar ainda mais as especulações, o Estadão informa na capa, dentro da manchete sobre a morte de Teori, que o “Ministério da Justiça trava acordo com Suíça”. A pasta comandada por Alexandre de Moraes, segundo o Estadão, “emperrou a negociação do acordo de cooperação para acelerar a investigação da Java Jato, após exigir que o MP da Suíça apresente a lista de investigados e possíveis suspeitos na operação”.

“O pedido não foi acatado”, relata o Estadão, que no blog de Fausto Macedo mostra outra das preocupações da grande mídia neste momento, nas palavras de César Dario Mariano da Silva, promotor de Justiça em São Paulo. Segundo ele, “a maior conquista contra a impunidade em 2016 foi a possibilidade da execução provisória da sentença penal condenatória”. “O Supremo Tribunal Federal flexibilizou o princípio da presunção de inocência, seguindo a legislação e jurisprudência de países democráticos”, continua o promotor, lembrando que “esse é o atual posicionamento do Supremo Tribunal Federal, que contou com o voto do ministro Teori Zavascki (6×5)”.

O promotor lembra que com a morte do ministro “dar-se-á a nomeação de outro e poderemos ter a mudança dessa posição ou a sua manutenção”, e deixa claro sua torcida ao dizer que “esperamos sinceramente que a escolha recaia sobre alguém que tenha a sensibilidade de ver que a sociedade não mais aguenta a impunidade, notadamente dos poderosos que podem contratar excelentes e caros advogados, que sabem como eternizar um processo.” 

E por falar na decisão que pode ajudar a tirar da disputa eleitoral de 2018 um certo ex-presidente, líder em todas as pesquisas, e que tem o efeito colateral de lotar ainda mais as prisões brasileiras, a coluna Painel, assinada por Paulo Gama na Folha, vem hoje sob o título “Salve-se quem puder”. A primeira nota da coluna conta que “presos que estão no Complexo Médico Penal de Pinhais – centro que abriga estrelas da Lava Jato como José Dirceu, Eduardo Cunha e João Vaccari Neto – relatam ‘muito temor’ com a onda de rebeliões em presídios pelo país”.

Segundo a Painel, “a ala onde vive parte dos políticos, lobistas e empresários é contígua a uma em que ficam criminosos comuns, condenados por atos como homicídio ou estrupo, por exemplo. Os detentos também têm informações de que há, sim, membros de facções no complexo.” Enquanto crescem as especulações, as teorias sobre conspirações repletas de razões, a dura realidade brasileira continua a dar as caras a todo momento, como mostra a matéria que é o link do dia, do site do jornal britânico Independent, na qual é exposto ao mundo o caos da violência sem limites nas penitenciárias brasileiras, mais precisamente, nesse caso, no Rio Grande do Norte, no presídio de Alcaçuz.

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Bolsonaro tenta associar morte de Teori ao PT e passa vergonha





A gangue de Temer ao lado do caixão de Teori e o sorriso de Serra resumem a tragédia brasileira

"Morreu, mesmo?"

DCM - “Às vezes, quase sempre, em política e judiciário, o criminoso está presente no velório”. Teori Albino Zavascki


José Serra dando risada e a gangue de Temer reunida em torno do caixão no velório de Teori Zavascki.

Poucas imagens são tão emblemáticas da tragédia brasileira quanto essas.


Serra, citado na Lava Jato como destinatário de 23 milhões de reais que teriam sido pagos por meio de caixa dois em contas no exterior, tenta influenciar a escolha do novo ministro do STF.

Temer aparece mais de 40 vezes em delação da Odebrecht. Os acordos fechados com o MPF atingiriam em cheio a cúpula do PMDB.

Michel está achando que é uma espécie de cobra coral favorecida pelos deuses. Seus cúmplices se acercam do chefe, na expectativa de mais algum acidente pavoroso que os favoreça.

Segundo reportagem da Folha, a presidente do Supremo Carmen Lúcia não quis sair ao lado do presidente nos jornais (e de um sujeito como Eliseu Padilha, o sincero, que afirmou que o “ganhou tempo” com a morte de Teori).

Carmen pediu para ser fotografada apenas ao fim da cerimônia. A OAB defende que ela homologue todas as delações, como forma de honrar a memória do colega.

Recai sobre a turma de Michel uma suspeição. Eles sabem disso.

Independentemente se houve ou não a mão deles, são os grandes beneficiados — e não escondem em declarações e imagens.

Michel, covarde que foge de funerais, confirmou sua presença no de Teori de bate pronto porque sabia que estaria a salvo de qualquer coisa parecida com povo e porque queria passar, sutilmente, seu recado.

Nunca foram companhias desejáveis em quermesses. Em enterros, melhor fugir.

Fez certo Carmen em sair correndo. Infelizmente nós não temos como fazer o mesmo.

Beleza interior

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